terça-feira, 6 de abril de 2010

Ontem uma coisa passou correndo pela estrada.
E daí a roda do meu carro passou por cima e fez CABLOFT.

Eca. Eca. Eca.
Acho que era um rato superdesenvolvido. Eca.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Ir a museus anda sendo uma experiência mais ruim do que boa.

Quando eu vou em museus de arte, a primeira tristeza é que não tenho tempo de ver tudo. Só dar uma olhada nas partes preferidas e ir embora, às vezes deixando alas inteiras intocadas. Se o museu é meia boca ou se eu não fui nas artes decorativas (odeio artes decorativas!), tudo bem. Mas se é um bom museu, eu vou embora com o coração na mão. A segunda tristeza é que eu não entendo nada de arte, e tudo seria tão mais legal se eu entendesse! Dessa vez contei umas coisas que eu sei pras pessoas que estavam comigo e fiquei impressionada de como isso fez o museu passar automaticamente de chatíssimo pra interessante (e olha que eu não sei quase nada).

Até aí tudo triste mas tudo bem - eu só preciso de mais tempo pra estudar, estudar, estudar, e voltar aos museus depois. Mas a situação complica mais quando eu vou em museus de ciências.

As duas tristezas de cima se repetem - afinal de contas, nunca dá tempo de ver tudo, e muitas vezes eu não tenho conhecimento pra ver como certas coisas são legais (tipo a garrafa de contreau do Gamow - http://en.wikipedia.org/wiki/Ylem). Mas tem uma 3a tristeza que é pior ainda - o fato de eu não estar lá, de eu não estar criando ciência, pesquisando coisas novas, ajudando a andar com o mundo pra frente! Eu cheguei perto dessa rota, enquando estava cursando engenharia, mas abandonei (a razão oficial é falta de talento). Ai, que tristeza!

***

Então, na linha do 'não faço nada pra melhorar o mundo', pensei em 3 opções de médio prazo. A primeira continua sendo eu largar tudo, fazer medicina, e virar médica sem fronteiras. A segunda é voltar pra engenharia, e tentar fazer alguma coisa com isso - mas acho difícil. E a terceira é eu estudar uns anos e fazer concurso pra virar embaixadora! Tão legal quanto ser médica e muito mais glamuroso! (ou não, porque vão me mandar prum fim-de-mundo pior que fairmont)

Agora falando sério. Se você quisesse fazer alguma coisa pra melhorar o mundo, o que seria?

sexta-feira, 26 de março de 2010

Essa semana umas 3 pessoas me perguntaram o que eu faço (e uma delas falou que eu sou que nem o Chandler! humpf!). Acho que a curiosidade toda foi porque eu estava trabalhando do Caribe =)

Mas não, meu trabalho não é fantástico, e não é sempre que eu sou apaixonada por ele não. Por enquanto eu penso que ele me dá a oportunidade de viajar (daqui a uns anos, posso pensar que ele me obriga a viajar). E não só de viajar, mas de morar em lugares diferentes, e conhecer gente diferente (isso acho que nunca vou parar de gostar).

Mas essa vida é muito longa pra fazer a mesma coisa por 40 anos. Talvez eu me anime a fazer que nem uma certa milionária-to-be que eu conheço planeja - trabalhar a sério até ter uma graninha boa, depois mudar de país a cada ano trabalhando de garçonete, recepcionista, balconista, motorista...

Ou isso ou quero cursar medicina. Me deixa um pouco insatisfeita que minhas habilidades engenharísticas/computadorísticas sejam absolutamente inúteis no caso de uma catástrofe mundial, ou mesmo pra ajudar as pessoas ao meu redor.

quinta-feira, 25 de março de 2010

I'm the unluckiest girl in the world

Estou em Miami.
E meu cartão de crédito está na carteira do Leo, que está no Panamá.

E pra pegar o ingresso da festa que eu vou aqui em Mia tem que mostrar o cartão de crédito que você usou pra comprar - adivinha qual é?! =)

E barraram meus runs caribenhos ontem no aeroporto, por burrice da American Airlines (era um appleton 12 anos e um flor de caña 12 anos... não posso nem pensar nisso sem me dar vontade de chorar de tristeza).

E claro, todas essas coisas superdivertidas acontecem nas 24 horas da minha viagem em que estou sozinha. Yey.

*** edit ***

A PMO do meu projeto renovou meu aluguel do carro enquanto eu estava aqui, e acabou de me mandar email avisando que correu tudo bem mas... por incompetência da moça da Hertz, eles deletaram todas as informações do meu cartão de crédito e ela teve que usar o dela. Então na 2a feira eu tenho que ir lá apresentar meu cartão pra eles consertarem o cadastro... adivinha qual cartão eu uso!?

quinta-feira, 11 de março de 2010

Vamos a la playa, oh-oh-oh-oh-oh!

Então eu tenho um negócio que chama fly-back flexível. De 2 em 2 meses eu posso voltar pra casa e ficar uma semana trabalhando remoto, certo? Mas de 2 em 2 voltas eu posso NÃO voltar pra casa e ir pra qualquer lugar que me dê na telha =)

Então vamos aproveitar as conjunções astrais favoráveis e vou me encontrar com Leo, Dani e Marco no Caribe! Vamos para Punta Cana, ficar num hotel all-inclusive (ai, minha dieta), que tem de tudo e mais um pouco, e vamos nos divertir a valer! (divertir e trabalhar, porque tenho que trabalhar remoto) Eles vão me abandonar no meio da semana, então vou-me embora pra Washington, mas antes faço uma paradinha em Miami pra encontrar com o Rii que está lá e ir numa balada da WMC (Winter Music Conference). E depois encontro as roommates em Washington, para (mais trabalho e) divertidos passeios por museus e monumentos históricos.

Desconsiderando que tenho que trabalhar, vai ser fantástico! Vou ver minha querida família, vamos comemorar o aniversário da Daninha em alto estilo, vou finalmente conhecer o Caribe, vou visitar Washington! Só vai faltar a Lud, mas estamos pensando em fazer um modelo-tamanho-real-de-papelão pras fotos =)

Aruba, Jamaica, ooooh I wanna take ya
to Bermuda, Bahama, come on pretty mama!

terça-feira, 9 de março de 2010

Infeliz dia internacional da mulher

Nao sei voces, mas eu odeio o dia internacional da mulher.

Primeiro porque nao sou minoria - somos maioria, 51% pelas estatisticas.

Segundo porque as comemoracoes de dia da mulher sao super preconceituosas e barangas. Esse ano foi mais tranquilo, mas mesmo assim recebi agradecimentos por ser 'doce, ainda que guerreira' e fui parabenizada por 'ter nas maos as redeas do meu destino' (mesmo sendo mulher, esse ser de 2a classe). Em outros anos, alem de enfeitar o ambiente, fui acusada de cada barbaridade - o texto falava que as mulheres sorriem quando querem chorar, choram quando estao felizes, e sempre tem alguma coisa falando como e bom as mulheres serem sensiveis no trabalho!

Alem de achar reducionista (eu mesma nao me identifico com nada disso), acho um absurdo que minha empresa (que em todos os outros dias me cobra que seja racional e fria) venha dizer como e importante ser sensivel.

Aqui nos EUA a coisa foi mais disfarcada. Tivemos uma palestra sobre resiliencia que acabou sendo quase 80% 'distancie-se dos seus problemas e das emocoes deles, para entao pensar sobre eles de forma racional'. Ou seja, voces sao mulherzinhas histericas e irracionais, deixe eu mostrar pra voces como ser racional. E o que me deixou mais chocada foi que quase todas as mulheres presentes na palestra concordaram com tudo e acharam a coisa otima, um super conselho! Como assim, gente!

Acho que as feministas consideram uma grande conquista termos um dia pra nos, mas nao lembro bem por que. Qual sera o jeito certo de comemorar o dia de uma 'minoria', sem ser esbarrando em todas as imagens pre-concebidas sobre essa minoria?

sexta-feira, 5 de março de 2010

Party everyday, p-p-p-party everyday!

Outro dia a gerente geral do projeto me disse que ela fica por aqui de vez em quando e ia me avisar pra gente combinar de ir a Washington ou alguma coisa assim.

Ontem, 10 da manha, ela veio me avisar que as 4 da tarde ela e outra moca iam pra Pittsburgh ver o show dos Black Eyed Peas e passar o fds em Pit ou Washington. Sendo que todo mundo trabalha na 6a (eu on site, normalmente) e obviamente eu nao tinha nada comigo. Ate achei que fosse daqueles convites por educacao, em cima da hora pra nao ter como eu ir, mas acabei aceitando. Passei em casa, fiz a mala em 20 minutos, comprei meu ingresso pro show (100 dolares! ai!) e agora escrevo diretamente do 12o andar do Sheraton Station Square, em Pittsburgh, com uma vista linda do rio.

Como eu tinha esquecido a chave que prende meu note na mesa (pra ninguem levar ele embora quando eu largo ele la), tive que vir so com o netbook. Mas ele aguentou o tranco muito bem, e trabalhei o dia todo nele. Ouvindo musica no Zen pra nao sobrecarregar, ne =)

Ah, o show? Bom, primeira coisa e que a Fergie nao canta nada. Ela so sabe gritar (mas grita bem! =). A segunda coisa e que eles nao sao musicos, sao entertainers (como o Leo mesmo falou, o que raios aquele indio faz?). O Will.i.am eu dou o braco a torcer que e um cara muito bom. O resto ta ali pra constar, e sao bons entertainers. Eu fiquei muito entertida pelo show! =) Muita luz, eles dancam, cantam, correm, se movimentam pelo palco todo, varias bobaginhas divertidas (tipo eles 'voarem' carregados por cordas, e o indio passear pelo ceu numa motoca voadora assustadora). Numa parte do show cada um entra separado (com direito ao nome deles e varias fotos foto-book-sonora no telao) e canta umas musiquinhas, faz qualquer coisa e vai embora. Primeiro o outro negro (que nao eh o Will.i.am e tambem faz lhufas), depois o Indio (que descobri que chama Taboo, quem guenta, e voou na motoca), depois a Fergie (para delirio masculino... cantou varias musicas sozinhas, fez remix, tudo o mais, e como berra a mulher) e por fim o Will. Ele falou que ia transformar a arena numa pista de danca e fez um set bem bacana. Disse que ia tocar rock`n`roll e tocou michael, guns, red hot, tocou don`t stop believin`!, e mais um monte de coisas. Bem legal a selecao de musicas, o cara e bem criativo =) E a parte que eu mais gostei - durante o show tinha uns avisos que voce podia mandar uma sms pro Will pelo numero tal. E de repente, passaram todas as msgs numa tela e o Will ia fazendo rap com varias! Na hora! Muuuuito legal, adorei (as partes que eu entendi hehe).

Ficamos super perto, na pista, pelas fotos da pra ver que estavamos do ladinho! (apesar que a maioria ficou embacada, e os filmes ficaram com o som horroroso) Pena que tinha um imbecil de cabelo moicano na minha frente, gente do ceu, quem vai de moicano pra um show? Pelo menos podia ficar com a cabeca bem parada, ne? Naaaao, claro que nao! Mas a parte ruim e que esse tipo de show aqui e comum, entao ninguem fica super ultra animado como a gente fica no Brasil. Tinha hora que era so eu dancando, todo mundo parado! E pessoal vai de salto, com bolsa grande, ve o show sentado... eu hein!? Qualquer pop rock brasil foi mais emocionante que o show de ontem. No final das contas o que eu achei mais legal foi pegar o carro, dirigir duas horas, e poder ver um show bacana sem pegar fila e sem me degladiar pelo ingresso. =)





domingo, 28 de fevereiro de 2010

Mission outlet: accomplished.

Coisas que eu precisava comprar:


Calça jeans: uma luta pra achar uma calça americana que caiba meu derrière brasileiro! Ou falta no quadril, ou sobra no comprimento, ou é santropeito, ou desbarranca, ou não entra! Depois de provar 43 diferentes, larguei mão de querer uma que ficasse bonita e aceitei uma que coube e custava só 40 dólares.
Sapatos: aeh! Todos os quatro da mesma loja. A bota e os sapatos pretos eu precisava, o prateado é porque custou 30 dólares. E alguém esperto vai perceber que os dois sapatos são basicamente iguais, só muda a ponta - pois é, ficaram confortáveis, eram bonitos, profissionais, e levando um o outro tinha 50% de desconto... e agora eu não preciso comprar sapatos nunca mais!
Meinhas: coloridas e lindas! Derreal cada conjunto com 5 (ou 10, dependendo do modo de contagem!). Negoção!

Coisas que eu não precisava comprar mas comprei porque sou munheca:


Blusinhas: a da Aeropostale custou 4 dólares (comprei pra ir na cadimia, nem curto Aeropostale), as outras duas foram 2 dólares cada. A preta é super oversized, é pra ficar em casa =)
Vestido: ele é super curto e atualmente não CABE em mim ainda (mas se eu esmagrecer mais uns pounds cabe), e o material é bem vagabundo, mas como custava DOIS DÓLARES eu comprei. Nem que seja pra virar fantasia da próxima festa de halloween!
Casaco: esse foi o meu maior achado hoje. É um casaco fofo, gostoso, com ziper e capuz, e custou a bagatela de (preparem-se) DOIS dólares. Achei até que estivesse na seção errada, mas quando o cara passou na registradora foi mesmo dois dólares. Fantástico!
Coisinhas: as pulseiras foram unreau cada e combinam com uns anéis pink que eu já tinha. As luvas, que fofas!, custaram 50 cents cada par (juro) e têm esse esquentador de pulso que eu adoro. E essas coisas redondas são uns pacotes de 7 calcinhas prensadas, uma pra cada dia da semana. Diz que desembala e bota dentro d'água e ela volta ao normal, vamos ver! A 50 cents cada conjunto, por que não?

E pra fechar, comprei também um conjunto de pilces de narigo pra trocar o meu transparente. Agora tou com um brilhinho que ficou muito do bonitinho. Vamos ver se amanhã alguém percebe!

And the Oscar goes to...

Há muitos anos, quando todo mundo ainda morava em casa, a gente fazia a Festa do Oscar.

O Leo baixava alguns filmes premiáveis e tínhamos três sessões antes da cerimônia - o domingo inteiro vendo e falando sobre filmes. Tínhamos também o bolão normal (que valia um Oscar de chocolate) e um bolão de brincadeira, com categorias como 'talento mais desperdiçado' e 'melhor beijo'. Os copos eram decorados com fotinhos de atores e atrizes no fundo, de modo que você não perdesse o seu (e pudesse ficar olhando para o Legolas a cada gole!). E tínhamos pipoca, guaraná, pão de queijo e lasanha (naquela época ninguém bebia), além de chocolates e (se não me engano) balas chita.

Domingo que vem tem Oscar, e uma das meninas que trabalha comigo até me convidou pra ir a Los Angeles e passar na porta, pra ver a multidão e os famósos (aqui também tem muitos famooósos). Mas como LA fica do outro lado do país e não consigo tirar uns dias (ela vai tirar 3), não vale a pena. Ou vou assistir sozinha em casa, ou então vou fazer qualquer outra coisa e nem lembrar que está passando o Oscar. Que triste!

Às vezes acho que só vou ter esse tipo de coisa quando eu tiver meus próprios filhos. É por isso que, se eu tiver, quero ter logo uns três ou quatro =)

***

Programação do dia - ir laaaá nos outlets comprar umas coisas que eu preciso. Me preparei psicologicamente durante duas semanas pra me animar com a coisa, e só estou indo porque meus sapatos estão em condições críticas. Todo dia ouço Dona Marília dizendo - minha filha, esse sapato acabou! Infelizmente, o respeito e admiração das mulheres do escritório passam diretamente pela beleza e altura dos meus saltos (juro! no Brasil era assim e aqui é a mesma coisa). Já abandonei a maquiagem no trabalho quase completamente (Ludinha me libertou!) mas não posso ir desleixada não (e nem os homens podem).

Depois disso, se eu chegar em casa em bom horário, quero fazer pão-de-queijo! A Dani me mandou aqueles pães-de-queijo de pozinho e faz tempo que quero experimentar. O pessoal que arruma nossa casa vem amanhã e hoje é um bom dia pra fazer bagunça na cozinha!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Acabou chorare,

ficou tudo lindo de manhã cedinho.

Não tá tudo assim não bom não, mas pelo menos não tá tão ruim também não.
Estou me acostumando com a idéia de ficar presa na roça por tanto tempo. A idéia é que vou ter tudo de BOM que tenho aqui por mais tempo, olha que beleza!... Como disse um amigo hoje, 'tudo bem trabalhar no exterior um tempo, se você não ligar para obliterar sua vida pessoal por um ano'. Mas vamos lá ver as partes boas - estou aprendendo váaarias coisas importantíssimas para minha vida posterior, tais como desatolamento de carro da neve, arrumamento de casa, preparação de deliciosos pratos do-walmart-pro-freezer-pro-forno, a bela linguagem hindi (considerando que todo indiano fala inglês, é meio retardado aprender hindi), e vários exercícios de cadimia!

Falando em cadimia, estou emagrecendo um pound por semana (quase meio quilo), considerando que preciso perder uns 20 só vou ficar pronta lá pra julho! Mas estou achando a cadimia aqui muito ruim, apesar de toda a tecnologia. Durante o tempo que estou lá, tem sempre duas ou três meninas na recepção e dois ou três instrutores. Qualquer pergunta que você faça para as recepcionistas, elas gritam logo o Dêeeeniel (mesmo que a pergunta seja qual o nome desse aparelho). Quando não estão fazendo nada, o que é 50% do tempo, fica todo mundo na recepção batendo papo. E quando os instrutores estão fazendo 'algo', esse algo é passear pela cadimia e bater papo com os alunos mais interessantes. Nunca (e olha que vou lá todo santo dia) vi um instrutor corrigindo um exercício, ou conversando sobre exercício. É sempre balada, passeio, como foi seu final de semana. O Dêeeniel, apesar de gatinho e simpático, é um retardado, que não sabe nem mexer no programa que controla os aparelhos. Eu fico preocupada quando ele explica os exercícios pra mim e pra Divs - eu que não saco NADA de cadimia já tive que consertar a configuração de duas máquinas dela. Se a gente chama algum instrutor pra ajudar, tem dias que eles são legais, tem dias que explicam tudo correndo pra voltar pro bate-papo na recepção. Em vez de eles preparem um programa baseado no que você quer (perder peso, definir músculo, ganhar resistência) eles perguntam 'que máquina vc quer fazer?' (como se eu quisesse fazer qualquer uma daquelas torturas). Será que esse é o normal de cadimia por aqui, e eu que estou mal-acostumada com os padrões brasileiros?

***

Videozinho de Vegas

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

All I can say is that my life is pretty plain...

E vai continuar sendo, por mais mucado.
Minha data de 'foi bom mas tou indo' desse projeto era em março de 2011; agora o projeto foi replanejado (por questões externas) e só entramos em produção setembro de 2011. Acho que vou acabar ficando até outubro (apesar de existir a chance de me mandarem embora já - muuuuito pequena - ou antes). Ou seja, dois anos de projeto. Dois anos de wild and wonderful. Dois anos de roça.

Alguém me tira daqui pleeeease!

(desculpem o mal-humor. daqui a pouco volto à programação normal)

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Coisas que eu não gosto

Quando acham que eu não sei beber, mesmo eu sendo a bartender da festa. Quando se preocupam comigo virando um shot de tequila, 'isso é muito forte né'. Quando apostam dinheiro comigo que eu não vou conseguir tirar meu carro na neve (é o meu carro, pourra). Quando acham que eu não tenho noção do quanto bebi. Quando acham que eu vou ter um chilique porque estou coberta de lama. Quando acham que não existe a menor possibilidade de eu saber me virar.

Vejam bem, não estou reclamando de alguém supor que eu não sou uma boa jogadora de pólo aquático. Apesar de preconceituoso, é vagamente compreensível. Estou falando de eu ficar a noite toda fazendo todo tipo de bebidas, conversando sobre todo tipo de destilados, e mesmo assim não ganhar respeito o suficiente pra virar uma dose de tequila. Porque é uma menina, né, gente!?

Não estou reclamando de alguém supor que eu não sei dançar balé. Estou falando de chegar na festa uma hora atrasada COBERTA de lama porque tive que desatolar meu carro, e na hora de ir embora apostarem DINHEIRO comigo que eu não ia conseguir tirar ele do lugar (só porque três pessoas tentaram antes e não conseguiram, huhu. Mas duas estavam bêbadas e a outra é má motorista, mesmo). Me irrita mesmo esse negócio de carro, porque não é a primeira vez. Não vou dizer que sou a melhor motorista do mundo não, mas eu aprendo rápido e depois de ter tirado QUATRO carros da neve - só dois meus, diga-se de passagem - deu pra aprender alguma coisa, né! Por que raios um homem bêbado sempre acha que dirige melhor que a dona do carro (suficientemente) sóbria?

Pronto! Agora o chilique está dado! =)

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Instant happiness =)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

As pessoas me perguntaram - nos comments e fora deles - porque raios eu nao larguei o carro la e fui-me embora. Nao vou dizer que nao pensei nisso! Mas nao o fiz porque:

1. achei que seria uma irresponsabilidade imensa largar o carro la, bloqueando a estrada. Por mais que fosse no meio da floresta, com certeza no dia seguinte (hoje) pessoas teriam que passar por la pra ir para o trabalho, e elas nao tinham nada com o meu azar (ou falta de habilidade dirigibilistica).

2. ia ter que achar uma carona pra casa, ou achar um taxi (coisa que quase nao existe em morgantown), ou ir andando pra casa (eram uns 15 minutos a pe). Dava pra fazer, mas ia dar trabalho.

3. eu so ia adiar o problema pra mais tarde. No dia seguinte ia precisar de voltar pro lugar do drama, e dar um jeito de tirar o carro de la. Ele nao ia sair sozinho se eu emburrasse, cruzasse os bracos e batesse o pezinho. O pessoal aqui sai de casa cedo, e pra nao atrapalhar ninguem (item 1) eu teria que voltar muito cedo, ainda escuro, e talvez fosse pior ainda pra achar alguem pra ajudar. Se minha roommate estivesse em casa tudo ia ser diferente, porque ai eu teria um outro carro (e motorista!) disponivel, e ai valeria a pena voltar.

4. por incrivel que pareca, eu me sinto muito mais segura dentro de um carro. Sabendo que posso ir embora pra casa na hora que quiser, mesmo com o risco de atolar e nao ir a lugar algum! E por aqui tudo eh longe, nao existe transporte publico, e mesmo taxi eh dificil, ainda mais num domingo de superbowl, 11 da noite. Ficar a pe nao me parecia uma boa opcao, nao.

5. eu nao achei que alguma coisa horrivel poderia acontecer. Afinal de contas estou numa cidade bastante segura, e no pior dos casos sei gritar, correr e espernear. Pra mim eh pior estar dentro do carro de um estranho do que na floresta escura com o estranho!

Entao, resumindo, eu tinha que tirar o porcario do carro de la mais cedo ou mais tarde. E na hora nao achei que fosse grande vantagem voltar depois, em vez de resolver na hora. Mas em outra situacao, com outros parametros, vou incluir o flag 'sai dai, sua doida, nao vai ficar na floresta no frio de noite!' =)
Fiquei presa na neve, as 10 da noite de um domingo, no meio do nada. E meu celular quase sem bateria, e quase sem credito.
Durante uma hora, fiz o que pude - manobrei o carro ate cansar, tentei desenterrar as rodas com os pes, as maos, um pedaco de pau. Tentei virar o carro. Tentei desenterrar as rodas de novo. No meu ponto de vista, era so tirar a neve fofa do caminho pra conseguir tirar o carro, mas nao tinha como eu tirar a neve sem uma pa.
Quando estava comecando a congelar, resolvi ligar pra alguem, mas o servico de reboque so ia chegar dali a 3 horas. Catei o GPS, fechei o carro e refiz o caminho a pe ate chegar na rodovia.
Dali fiquei uns 15 minutos tentando fazer alguem parar, e quando consegui era uma pessoa que nao tinha uma pa, mas que me deu uma carona ate o posto mais proximo. No posto eles tinham uma pa, que eu peguei emprestada e fui carregando na direcao do carro. La pelas tantas vi que estava muito longe e resolvi tentar parar outro carro pra pegar uma carona, mais dez minutos de sinalizacao frenetica ate resolverem parar pra me ajudar.
O cara que parou era um pulica muito simpatico, que me deu carona, e resolveu me ajudar, porque segundo ele ja estavamos a -10 e a noite ia ficar mais fria, entao se ele me deixasse sozinha era mesmo perigoso eu congelar. Desceu comigo ate onde estava o carro (no meio da floresta, juro), e em meia hora de puxa e empurra conseguiu tirar o carro da neve. Pra voltar pra rodovia outro desafio - de primeira o carro nao subiu o morro, tivemos que voltar de re e pegar velocidade pra conseguir subir tudo.
No final das contas agradeci muitissimo e falei que precisava pagar uma cerveja pra ele. Ele disse que nao precisava, me deu um abraco de tchau (isso eh comum aqui) e perguntou se ele nao ganhava um beijo por ter me salvado.
Eu disse que nao, entrei no carro e fui-me embora. E so nessa hora, meia noite, com os pes meio congelados, percebi a gravidade da situacao. Eu podia ter sido atacada por um animal, assaltada, estuprada, ou de fato ter ficado congeladada no meio da floresta. E foi nessa hora que comecei a chorar.

(quando cheguei em casa ja estava mais calma, e liguei pra Bia - tadinha, 3 da manha no Brasil - e ela me acalmou mais e agora ja estou mais tranquila, apesar que meus pes ainda estao frios. que pesadelo de final de semana.)