segunda-feira, 29 de março de 2010

Ir a museus anda sendo uma experiência mais ruim do que boa.

Quando eu vou em museus de arte, a primeira tristeza é que não tenho tempo de ver tudo. Só dar uma olhada nas partes preferidas e ir embora, às vezes deixando alas inteiras intocadas. Se o museu é meia boca ou se eu não fui nas artes decorativas (odeio artes decorativas!), tudo bem. Mas se é um bom museu, eu vou embora com o coração na mão. A segunda tristeza é que eu não entendo nada de arte, e tudo seria tão mais legal se eu entendesse! Dessa vez contei umas coisas que eu sei pras pessoas que estavam comigo e fiquei impressionada de como isso fez o museu passar automaticamente de chatíssimo pra interessante (e olha que eu não sei quase nada).

Até aí tudo triste mas tudo bem - eu só preciso de mais tempo pra estudar, estudar, estudar, e voltar aos museus depois. Mas a situação complica mais quando eu vou em museus de ciências.

As duas tristezas de cima se repetem - afinal de contas, nunca dá tempo de ver tudo, e muitas vezes eu não tenho conhecimento pra ver como certas coisas são legais (tipo a garrafa de contreau do Gamow - http://en.wikipedia.org/wiki/Ylem). Mas tem uma 3a tristeza que é pior ainda - o fato de eu não estar lá, de eu não estar criando ciência, pesquisando coisas novas, ajudando a andar com o mundo pra frente! Eu cheguei perto dessa rota, enquando estava cursando engenharia, mas abandonei (a razão oficial é falta de talento). Ai, que tristeza!

***

Então, na linha do 'não faço nada pra melhorar o mundo', pensei em 3 opções de médio prazo. A primeira continua sendo eu largar tudo, fazer medicina, e virar médica sem fronteiras. A segunda é voltar pra engenharia, e tentar fazer alguma coisa com isso - mas acho difícil. E a terceira é eu estudar uns anos e fazer concurso pra virar embaixadora! Tão legal quanto ser médica e muito mais glamuroso! (ou não, porque vão me mandar prum fim-de-mundo pior que fairmont)

Agora falando sério. Se você quisesse fazer alguma coisa pra melhorar o mundo, o que seria?

sexta-feira, 26 de março de 2010

Essa semana umas 3 pessoas me perguntaram o que eu faço (e uma delas falou que eu sou que nem o Chandler! humpf!). Acho que a curiosidade toda foi porque eu estava trabalhando do Caribe =)

Mas não, meu trabalho não é fantástico, e não é sempre que eu sou apaixonada por ele não. Por enquanto eu penso que ele me dá a oportunidade de viajar (daqui a uns anos, posso pensar que ele me obriga a viajar). E não só de viajar, mas de morar em lugares diferentes, e conhecer gente diferente (isso acho que nunca vou parar de gostar).

Mas essa vida é muito longa pra fazer a mesma coisa por 40 anos. Talvez eu me anime a fazer que nem uma certa milionária-to-be que eu conheço planeja - trabalhar a sério até ter uma graninha boa, depois mudar de país a cada ano trabalhando de garçonete, recepcionista, balconista, motorista...

Ou isso ou quero cursar medicina. Me deixa um pouco insatisfeita que minhas habilidades engenharísticas/computadorísticas sejam absolutamente inúteis no caso de uma catástrofe mundial, ou mesmo pra ajudar as pessoas ao meu redor.

quinta-feira, 25 de março de 2010

I'm the unluckiest girl in the world

Estou em Miami.
E meu cartão de crédito está na carteira do Leo, que está no Panamá.

E pra pegar o ingresso da festa que eu vou aqui em Mia tem que mostrar o cartão de crédito que você usou pra comprar - adivinha qual é?! =)

E barraram meus runs caribenhos ontem no aeroporto, por burrice da American Airlines (era um appleton 12 anos e um flor de caña 12 anos... não posso nem pensar nisso sem me dar vontade de chorar de tristeza).

E claro, todas essas coisas superdivertidas acontecem nas 24 horas da minha viagem em que estou sozinha. Yey.

*** edit ***

A PMO do meu projeto renovou meu aluguel do carro enquanto eu estava aqui, e acabou de me mandar email avisando que correu tudo bem mas... por incompetência da moça da Hertz, eles deletaram todas as informações do meu cartão de crédito e ela teve que usar o dela. Então na 2a feira eu tenho que ir lá apresentar meu cartão pra eles consertarem o cadastro... adivinha qual cartão eu uso!?

quinta-feira, 11 de março de 2010

Vamos a la playa, oh-oh-oh-oh-oh!

Então eu tenho um negócio que chama fly-back flexível. De 2 em 2 meses eu posso voltar pra casa e ficar uma semana trabalhando remoto, certo? Mas de 2 em 2 voltas eu posso NÃO voltar pra casa e ir pra qualquer lugar que me dê na telha =)

Então vamos aproveitar as conjunções astrais favoráveis e vou me encontrar com Leo, Dani e Marco no Caribe! Vamos para Punta Cana, ficar num hotel all-inclusive (ai, minha dieta), que tem de tudo e mais um pouco, e vamos nos divertir a valer! (divertir e trabalhar, porque tenho que trabalhar remoto) Eles vão me abandonar no meio da semana, então vou-me embora pra Washington, mas antes faço uma paradinha em Miami pra encontrar com o Rii que está lá e ir numa balada da WMC (Winter Music Conference). E depois encontro as roommates em Washington, para (mais trabalho e) divertidos passeios por museus e monumentos históricos.

Desconsiderando que tenho que trabalhar, vai ser fantástico! Vou ver minha querida família, vamos comemorar o aniversário da Daninha em alto estilo, vou finalmente conhecer o Caribe, vou visitar Washington! Só vai faltar a Lud, mas estamos pensando em fazer um modelo-tamanho-real-de-papelão pras fotos =)

Aruba, Jamaica, ooooh I wanna take ya
to Bermuda, Bahama, come on pretty mama!

terça-feira, 9 de março de 2010

Infeliz dia internacional da mulher

Nao sei voces, mas eu odeio o dia internacional da mulher.

Primeiro porque nao sou minoria - somos maioria, 51% pelas estatisticas.

Segundo porque as comemoracoes de dia da mulher sao super preconceituosas e barangas. Esse ano foi mais tranquilo, mas mesmo assim recebi agradecimentos por ser 'doce, ainda que guerreira' e fui parabenizada por 'ter nas maos as redeas do meu destino' (mesmo sendo mulher, esse ser de 2a classe). Em outros anos, alem de enfeitar o ambiente, fui acusada de cada barbaridade - o texto falava que as mulheres sorriem quando querem chorar, choram quando estao felizes, e sempre tem alguma coisa falando como e bom as mulheres serem sensiveis no trabalho!

Alem de achar reducionista (eu mesma nao me identifico com nada disso), acho um absurdo que minha empresa (que em todos os outros dias me cobra que seja racional e fria) venha dizer como e importante ser sensivel.

Aqui nos EUA a coisa foi mais disfarcada. Tivemos uma palestra sobre resiliencia que acabou sendo quase 80% 'distancie-se dos seus problemas e das emocoes deles, para entao pensar sobre eles de forma racional'. Ou seja, voces sao mulherzinhas histericas e irracionais, deixe eu mostrar pra voces como ser racional. E o que me deixou mais chocada foi que quase todas as mulheres presentes na palestra concordaram com tudo e acharam a coisa otima, um super conselho! Como assim, gente!

Acho que as feministas consideram uma grande conquista termos um dia pra nos, mas nao lembro bem por que. Qual sera o jeito certo de comemorar o dia de uma 'minoria', sem ser esbarrando em todas as imagens pre-concebidas sobre essa minoria?

sexta-feira, 5 de março de 2010

Party everyday, p-p-p-party everyday!

Outro dia a gerente geral do projeto me disse que ela fica por aqui de vez em quando e ia me avisar pra gente combinar de ir a Washington ou alguma coisa assim.

Ontem, 10 da manha, ela veio me avisar que as 4 da tarde ela e outra moca iam pra Pittsburgh ver o show dos Black Eyed Peas e passar o fds em Pit ou Washington. Sendo que todo mundo trabalha na 6a (eu on site, normalmente) e obviamente eu nao tinha nada comigo. Ate achei que fosse daqueles convites por educacao, em cima da hora pra nao ter como eu ir, mas acabei aceitando. Passei em casa, fiz a mala em 20 minutos, comprei meu ingresso pro show (100 dolares! ai!) e agora escrevo diretamente do 12o andar do Sheraton Station Square, em Pittsburgh, com uma vista linda do rio.

Como eu tinha esquecido a chave que prende meu note na mesa (pra ninguem levar ele embora quando eu largo ele la), tive que vir so com o netbook. Mas ele aguentou o tranco muito bem, e trabalhei o dia todo nele. Ouvindo musica no Zen pra nao sobrecarregar, ne =)

Ah, o show? Bom, primeira coisa e que a Fergie nao canta nada. Ela so sabe gritar (mas grita bem! =). A segunda coisa e que eles nao sao musicos, sao entertainers (como o Leo mesmo falou, o que raios aquele indio faz?). O Will.i.am eu dou o braco a torcer que e um cara muito bom. O resto ta ali pra constar, e sao bons entertainers. Eu fiquei muito entertida pelo show! =) Muita luz, eles dancam, cantam, correm, se movimentam pelo palco todo, varias bobaginhas divertidas (tipo eles 'voarem' carregados por cordas, e o indio passear pelo ceu numa motoca voadora assustadora). Numa parte do show cada um entra separado (com direito ao nome deles e varias fotos foto-book-sonora no telao) e canta umas musiquinhas, faz qualquer coisa e vai embora. Primeiro o outro negro (que nao eh o Will.i.am e tambem faz lhufas), depois o Indio (que descobri que chama Taboo, quem guenta, e voou na motoca), depois a Fergie (para delirio masculino... cantou varias musicas sozinhas, fez remix, tudo o mais, e como berra a mulher) e por fim o Will. Ele falou que ia transformar a arena numa pista de danca e fez um set bem bacana. Disse que ia tocar rock`n`roll e tocou michael, guns, red hot, tocou don`t stop believin`!, e mais um monte de coisas. Bem legal a selecao de musicas, o cara e bem criativo =) E a parte que eu mais gostei - durante o show tinha uns avisos que voce podia mandar uma sms pro Will pelo numero tal. E de repente, passaram todas as msgs numa tela e o Will ia fazendo rap com varias! Na hora! Muuuuito legal, adorei (as partes que eu entendi hehe).

Ficamos super perto, na pista, pelas fotos da pra ver que estavamos do ladinho! (apesar que a maioria ficou embacada, e os filmes ficaram com o som horroroso) Pena que tinha um imbecil de cabelo moicano na minha frente, gente do ceu, quem vai de moicano pra um show? Pelo menos podia ficar com a cabeca bem parada, ne? Naaaao, claro que nao! Mas a parte ruim e que esse tipo de show aqui e comum, entao ninguem fica super ultra animado como a gente fica no Brasil. Tinha hora que era so eu dancando, todo mundo parado! E pessoal vai de salto, com bolsa grande, ve o show sentado... eu hein!? Qualquer pop rock brasil foi mais emocionante que o show de ontem. No final das contas o que eu achei mais legal foi pegar o carro, dirigir duas horas, e poder ver um show bacana sem pegar fila e sem me degladiar pelo ingresso. =)