domingo, 14 de fevereiro de 2010

Coisas que eu não gosto

Quando acham que eu não sei beber, mesmo eu sendo a bartender da festa. Quando se preocupam comigo virando um shot de tequila, 'isso é muito forte né'. Quando apostam dinheiro comigo que eu não vou conseguir tirar meu carro na neve (é o meu carro, pourra). Quando acham que eu não tenho noção do quanto bebi. Quando acham que eu vou ter um chilique porque estou coberta de lama. Quando acham que não existe a menor possibilidade de eu saber me virar.

Vejam bem, não estou reclamando de alguém supor que eu não sou uma boa jogadora de pólo aquático. Apesar de preconceituoso, é vagamente compreensível. Estou falando de eu ficar a noite toda fazendo todo tipo de bebidas, conversando sobre todo tipo de destilados, e mesmo assim não ganhar respeito o suficiente pra virar uma dose de tequila. Porque é uma menina, né, gente!?

Não estou reclamando de alguém supor que eu não sei dançar balé. Estou falando de chegar na festa uma hora atrasada COBERTA de lama porque tive que desatolar meu carro, e na hora de ir embora apostarem DINHEIRO comigo que eu não ia conseguir tirar ele do lugar (só porque três pessoas tentaram antes e não conseguiram, huhu. Mas duas estavam bêbadas e a outra é má motorista, mesmo). Me irrita mesmo esse negócio de carro, porque não é a primeira vez. Não vou dizer que sou a melhor motorista do mundo não, mas eu aprendo rápido e depois de ter tirado QUATRO carros da neve - só dois meus, diga-se de passagem - deu pra aprender alguma coisa, né! Por que raios um homem bêbado sempre acha que dirige melhor que a dona do carro (suficientemente) sóbria?

Pronto! Agora o chilique está dado! =)

Um comentário:

Dani disse...

Porque homem, em qualquer situação, se acha o rei da bala chita em todas as coisas remotamente relacionadas com carros, direção, máquinas, etc. Como se o fato de terem brincado de carrinho na infância implicasse em uma superioridade na vida adulta. Hellooooo, brincar de carrinho na infância só dá conhecimento de... brincar de carrinho (não que eles se disponham a ensinar, diga-se de passagem).